Mercado Soja: preços sobem e negócios tem melhora no Brasil

A subida de preço se deve principalmente a alta dos commodities e ao desempenho dos contratos futuro de soja na Bolsa de Chicago

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais movimentado na sexta, com cerca de 300 mil toneladas trocando de mãos. Os preços subiram nas principais praças do país, acompanhando o desempenho dos contratos futuros em Chicago.

Em Passo Fundo (RS), a saca da soja de 60 quilos subiu de R$ 184 para R$ 185. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 183 para R$ 184. No Porto de Rio Grande, o preço da soja aumentou de R$ 188 para R$ 190.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 178 para R$ 179,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 184 para R$ 186,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca de soja subiu de R$ 169 para R$ 171. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 176 para R$ 179. Em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 165 para R$ 168.

Chicago

Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOTfecharam a sexta-feira com preços em forte alta, aumentando os ganhos acumulados na semana para quase 7% e recuperando as perdas de mesma dimensão da semana anterior.

Apesar de trazer poucas surpresas, o relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou o sentimento de maior demanda pela soja americana, comprometendo os estoques finais.

A alta das commodities e a preocupação com a oferta mundial de vários produtos em decorrência da continuidade da guerra na Ucrânia garantiram a recuperação na semana.

Lembrando que os contratos vêm de uma semana bem negativa no final de março, principalmente após a indicação de que os Estados Unidos plantarão a maior safra da história.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 43,50 centavos de dólar por bushel ou 2,64% a US$ 16,89 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 16,68 por bushel, com ganho de 41 centavos ou 2,51%.

Nos subprodutos da soja, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 8 ou 1,73% a US$ 468,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 75,12 centavos de dólar, com ganho de 2,10 centavo ou 2,87%.

Câmbio

O dólar comercial fechou cotado a R$ 4,7130, com queda de 0,59%. A moeda foi diretamente impactada pelo IPCA, que aumentou 1,62% em março ante fevereiro, muito acima das projeções do mercado (1,33%). A disparada inflacionária aumenta as chances de a Selic (taxa básica de juros) ter seu ciclo de aperto estendido.

Fonte: Agência Safras

Por (LCN) @luiscelsonews no Instagram

luiscelsoborges@hotmail.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios