Homenagem à Memória dos Mortos da Marinha em Guerra

DIRETORIA DE COMUNICAÇÕES E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA MARINHA

COMANDANTE DA MARINHA

BRASÍLIA, DF.
Em 21 de julho de 2021.

Desde a sua formação, a história da nação brasileira foi marcada por disputas que impuseram
a necessidade da participação de compatriotas em combates pela defesa do nosso território,
incluindo conflitos nas áreas marítima e fluvial. Estivemos presentes em todos esses
importantes eventos formadores de nossa nacionalidade: a Guerra de Independência (1822-23), a
Guerra Cisplatina (1825-28), a Guerra Contra Oribe e Rosas (1851-52) e a Guerra da Tríplice
Aliança contra o governo do Paraguai (1864-70), além das Primeira e Segunda Guerras Mundiais.
No último desses episódios, durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, submarinos
das potências do Eixo atacaram diversas embarcações mercantes brasileiras. Em apenas cinco
dias 607 vidas foram perdidas, quando um único submarino oponente afundou seis embarcações
brasileiras que navegavam em nosso litoral em atividades comerciais, sendo esse considerado o
estopim para o Brasil declarar Estado de Guerra em agosto de 1942.
Nessa ocasião, uma das mais importantes tarefas, colocadas sob responsabilidade do Brasil,
foi organizar comboios nos portos nacionais para escoltar em segurança as embarcações que
navegavam pelo Atlântico Sul. Em função das limitações iniciais da nossa esquadra àquela
época, muitas embarcações necessitaram passar por alterações em suas configurações. Assim foi
o caso do Navio Mineiro Camaquã que, construído no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, foi
incorporado à Esquadra em 1940 e, após modificações, passou a ser classificado como corveta.
A Corveta Camaquã, quando demandava o porto de Recife na manhã de 21 de julho de 1944, após
escoltar com segurança um numeroso comboio e encerrar com sucesso mais uma, entre as dezenas
de escoltas que realizara com sucesso, foi atingida por grandes ondas, naufragando em poucos
minutos. A tragédia ocasionou a perda do Comandante do Navio e de mais de 32 vidas de jovens
patriotas.
O naufrágio da Camaquã é apenas um dos vários momentos da História do Brasil em que a nossa
Marinha esteve presente, atuando para proteger as nossas riquezas na nossa Amazônia Azul e
cuidar da nossa gente onde quer que ela esteja. Somente no período da Segunda Guerra Mundial
foram perdidos trinta e um navios mercantes brasileiros, três navios da Marinha do Brasil e
centenas de vidas de valorosos homens do mar, que trabalhavam em prol do desenvolvimento do
País e na defesa de nossa Pátria.
O Brasil que hoje temos e que almejamos no futuro é fruto da herança deixada por todos
aqueles guerreiros do mar, heróis conhecidos e anônimos, que no passado sucumbiram em combate
e deixaram às gerações futuras esse imenso patrimônio, um litoral com mais de 7 mil
quilômetros de extensão e cerca de 60 mil quilômetros de rios. Águas jurisdicionais onde somos invictos, águas que possuem o sangue dos nossos compatriotas que pereceram para assegurar os
interesses de todos os brasileiros.
Nesta data de 21 de julho, todos os anos homenageamos esses corajosos marinheiros, que a
bordo dos navios da Marinha do Brasil ou da Marinha Mercante, componentes do Poder Marítimo
brasileiro, tombaram na defesa da Nação brasileira, na luta pela liberdade. O legado desses
homens do mar deve ser sempre lembrado, reverenciado e celebrado, permanecendo através dos
tempos para seguirmos em frente, trabalhando juntos na defesa das nossas Instituições e da
manutenção da soberania do nosso País.
Marinheiros, Fuzileiros Navais, Servidores Civis, homens e mulheres das Marinhas de Guerra
e Mercante brasileiras, o amor à Pátria está acima de todos os conflitos e crises. Sigamos
firmes! Na paz ou na guerra, nos momentos de festa ou de dor, lembremos sempre daqueles que
lutaram por nós, superando momentâneas limitações operacionais e dificuldades de toda ordem.
Concito todos a, mantendo como inspiração e exemplo de motivação a história dos heróis de
outrora, lutar para que o Brasil permaneça ocupando o seu merecido lugar de destaque no
cenário mundial.
Viva a minha, a sua, a nossa Marinha do Brasil!
Tudo pela Pátria!! 

ALMIR GARNIER SANTOS
Almirante de Esquadra
Comandante da Marinha

(LCN)

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