Coluna Navegação em Foco Jornal O Liberal. Porto Trombetas: Um gigante no coração da Amazônia

O Terminal Privativo de Bauxita de Porto
Trombetas está na margem direita do rio
Trombetas, um afluente do rio Amazonas,
em Oriximiná, no oeste do Pará. Navegar pelo
Trombetas exige atenção. Por isto, a Praticagem é obrigatória de Macapá/AM (Fazendinha) até o porto, com dois práticos a bordo.
Estas operações também foram imprescindíveis para os resultados registrados no
terminal portuário, com embarque de mais
de 12 milhões de toneladas de bauxita – matéria-prima do alumínio – por ano. A Mineração Rio do Norte (MRN), composta por oito
empresas acionistas, entre elas, Vale, Alcoa e
Hydro, tornou-se a maior produtora e exportadora do minério no Brasil.
O terminal portuário opera com média
de 20 a 30 navios por mês. Grande parte da
produção, cerca de 60%, atende o mercado
interno, abastecendo indústrias de alumínio,
como Alumar, em São Luis/MA, e Hydro, em
Vila do Conde, em Barcarena/PA. O restante
da produção vai para o mercado externo, especialmente Canadá.
Desde quando foi descoberta, nos anos
1960, a bauxita da Amazônia percorreu um
longo caminho até o início da lavra, em 1979.
Hoje, o “Projeto Trombetas” abarca, além do
terminal portuário, as minas e o núcleo urbano com cerca de 7 mil habitantes, a maioria
trabalhadores, prestadores de serviços e cooperados da mineradora.
Porto Trombetas: Um gigante no coração da Amazônia

              RIOS E MARES

*O Sindicado Nacional dos Oficias de Marinha
Mercante (Sindmar) está atento ao tramite do projeto de lei que PL 4.199/2020 institui o Programa
de Estímulo ao Transporte por Cabotagem (BR do
Mar). O PL tem como objetivos principais incentivar a concorrência no transporte de cabotagem,
ampliar a frota e estimular a indústria naval de
cabotagem e a formação de marítimos nacionais.
PL está em fase de recebimentos de emendas. A
última, no dia protocolada na sexta passada prevê
regras para a comprovação de existência ou disponibilidade de embarcação de bandeira brasileira,
obedecendo ordem de prioridade.
*Evidentemente, flexibilizar os afretamentos de
embarcações estrangeiras pode promover a concorrência e reduzir custos de frete. Mas, é preciso
garantir, às embarcações nacionais, prioridade para não causar prejuízo aos Mercantes Brasileiros.
*A Sociedade dos Amigos da Marinha (Soamar-PA) vem fazendo excelente trabalho social desde a
presidente Sonia Guedes. As boas ações estão sendo mantidas, mesmo na pandemia, pelo presidente
Relton Oswaldo Pinto . Nota 10!
 *O setor da pesca já teve os seus dias de glória, chegando a ser a segunda economia do Estado do Pará.
Hoje, está em processo de recuperação graças ao
bom do presidente Apoliano Nascimento e a dinâmica diretoria do Sindicato da Pesca do Estado do Pará
(Sinpesca).
 *A Navegação Maturu faz um grandioso trabalho
na Rota do Rio Xingu sob o comando do José Rodrigues, o “tamborim”, além, claro dos filhos Paulo
e Rosinaldo.
 *A Atlântica Matapi está presente em toda a Amazônia com completa infraestrutura de terminais,
balsas e caminhões para melhor atender clientes.
Por isto, prestou serviços às gigantes Vale e Votorantim.
 *A Mega Logística Serviços Portuários, capitaneada armador Eduardo Carvalho e operando na
hidrovia do Tapajós (Miritituba/Vila do Conde),
responde por números expressivos de toneladas
de cargas transportadas no trecho, contribuindo
para o crescimento do embarque nos portos do
Arco Amazônico.
 *O prático do Rio Amazonas, Leonidas Craveira
da Silva, é por todos da ZP 1 um verdadeiro “Cobra Grande”. Relembrando um pouco da trajetória
dele, iniciou a formação profissional de praticante
e prático na extinta ENASA. Silva comandou os lendários navios da Frota Branca “Presidente Vargas”,
em Março de 1972, e “Lobo D’Almada” entra 1972
e 1973. Depois, passou a fazer parte do quadro
de práticos da Associação de Praticarem da Bacia
Amazônica (ABPAM). Tem história!
*Hoje, por telefone, tive uma conversa de longo curso com o decano da ZP3, o prático Miguel
Salgado. Conversamos vários assuntos ligados ao
setor de navegação. Em breve, volto com os com
detalhes…

NOTA DO CENTRO DE INSTRUÇÃO
ALMIRANTE BRAZ DE AGUIAR
PELO FALECIMENTO DO
JORNALISTA ALYRIO SABBÁ
Jornalista e apaixonado pela navegação, ALYRIO JUAREZ OTTONI SABBÁ nasceu no dia 27ABR1931, em
Mocajuba, município do estado do Pará. Formado em
radiotelegrafia, colunista por 50 anos do jornal “O Liberal” e do “Portal da Navegação”, acerca dos assuntos da
navegação, deixa esposa; filhos; netos; bisnetos; e amigos
consternados.
O Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), batizado carinhosamente pelo jornalista Alyrio Sabbá, como ”Universidade do Mar”, escreve com muito
pesar sobre a morte do grande amigo e companheiro de
jornada. Neste momento de dor e consternação, só cabe
pedir a Deus que lhe ilumine e dê paz e conforto à sua
família para que possa enfrentar esta imensurável dor
com serenidade.
O tempo de convivência com o soamarino foi esplêndido e o seu legado jornalístico sobre a Marinha Mercante e
a Marinha do Brasil sempre será lembrado pelo profissionalismo, honestidade, lealdade, inteligência e competência. O jornalista Alyrio Sabbá sai das nossas vidas e entra
para a história da comunidade marítima brasileira.
Alyrio Sabbá, que seu caminho do plano terreno para
o plano eterno seja iluminado e que Deus receba-o de
braços abertos no Reino dos Céus. Posso afiançar que
seus exemplos e sua história ficarão marcados em nossas mentes e corações.
Obrigado por tudo!
BRAVO ZULU!
Os mais sinceros sentimentos da Universidade do Mar!
Educar e Navegar, CIABA!
JOSUÉ Fonseca Teixeira Junior
Capitão de Mar e Guerra
Comandante do CIABA

luizopinheiro@globo.com
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