Retomada da indústria de lubrificantes deve ser impulsionada por iniciativas sustentáveis

Primeiro semestre de 2021 apresentou crescimento de 24,7% superando as previsões.

A retomada na indústria de óleos lubrificantes está sendo mais rápida e maior do que se projetava: o primeiro semestre de 2021 apresentou um crescimento de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados compilados pelo portal Lubes, por meio do Sistema de Movimentação de Produtos – SIMP, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP.

Enquanto o cenário no primeiro semestre demonstra um crescimento elevado, a perspectiva de retomada ao patamar pré-pandemia no setor era projetada para 2024, com expectativa de crescimento em torno de 1,5% e 2% ao ano, segundo dados informados na 14ª edição do Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, organizada e promovida pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, realizado no mês de outubro.

A gerente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Lwart Soluções Ambientais, uma das maiores indústrias do mundo no segmento de rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC), analisa os impactos da pandemia no mercado de lubrificantes: “Houve um aumento significativo de custos no setor e isso inclui o óleo básico, insumo do qual o Brasil não é autossuficiente na produção, necessitando importar anualmente cerca de 42% para abastecer o mercado interno”, avalia Aylla.

De acordo com a executiva, a retomada da indústria de lubrificantes no Brasil passa por um novo olhar estratégico focado em soluções sustentáveis e acompanhando a tendência do mercado mundial, que visa reduzir emissões e a obtenção de insumos ambientalmente corretos.

A Lwart Soluções Ambientais, sediada em Lençóis Paulista-SP, abriga uma das plantas mais modernas do mundo para rerrefino de óleo lubrificante usado. A empresa é líder no setor e a primeira rerrefinadora da América Latina a produzir óleos básicos de alto desempenho, do Grupo II. “O rerrefino é responsável por evitar parte da importação desse óleo mineral, garantindo uma economia de divisas ao País na ordem de US$ 300 milhões por ano”, destaca Aylla.

O conjunto tecnológico de ponta presente na planta da Lwart, permite que o rerrefino aproveite praticamente 100% do óleo lubrificante usado que entra no processo industrial. A tecnologia, que combina desasfaltamento e hidrotratamento, faz com que cerca de, 73% do volume de óleo coletado se transforme novamente em óleo básico. O processo ainda trata a água presente no resíduo e transforma seus outros componentes em coprodutos. “Trata-se de um processo ecoeficiente no qual nada se perde, toda matéria prima é aproveitada de alguma forma”, finaliza a executiva.

Mesmo com a retração global no mercado de lubrificantes, em 2020 a Lwart conseguiu aumentar o seu market share na venda de óleos básicos do Grupo II em 9,2% e aumentar em 15% o seu faturamento líquido. Apesar dos desafios impostos pela pandemia, a Lwart manteve a sua participação no mercado de coleta em 31%. 

Fonte: Logística e Negócios     

Por (LCN) @luiscelsoborges

luiscelsoborges@hotmail.com 

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