Soja: nova variante do coronavírus trava negócios. Veja cotações

Descoberta da mutação do vírus e o impacto sobre a recuperação da economia mundial fez o petróleo tombar mais de 10%

O mercado brasileiro de soja teve um dia de escassos negócios. As poucas operações ficaram restritas ao Rio Grande do Sul. Os preços tiveram comportamento regionalizado, em meio à queda de Chicago e à alta do dólar. A preocupação com a nova variante da covid-19 trouxe pânico ao mercado global e os agentes internos saíram das negociações.

– Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos subiu de R$ 166,50 para R$ 167,00

– Região das Missões: a cotação avançou de R$ 167,00 para R$ 167,50

– Porto de Rio Grande: o preço permaneceu em R$ 170,50 a saca

– Cascavel (PR): o preço recuou de R$ 164,00 para R$ 162,50 a saca

– Porto de Paranaguá (PR): a saca passou de R$ 170,00 para R$ 168,50

– Rondonópolis (MT): a saca seguiu em R$ 156,00

– Dourados (MS): a cotação baixou de R$ 157,00 para R$ 156,00

– Rio Verde (GO): a saca estabilizou em R$ 154,00

Soja em Chicago

Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O aumento da aversão ao risco no mercado global, diante da nova variante da Covid-19 encontrada na África do Sul, determinou as perdas na sessão abreviada. O impacto só não foi maior devido aos bons números para as exportações semanais americanas.

As preocupações com a mutação do vírus e o impacto sobre a recuperação da economia mundial fez o petróleo tombar mais de 10%, o dólar subir e as bolsas de valores despencar. Os investidores saíram de opções de maior risco e procuraram alternativas mais seguras. As commodities agrícolas foram arrastadas para o território negativo.

A baixa foi limitada pela sinalização de demanda. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.564.500 toneladas na semana encerrada em 18 de novembro, com ganho de 13% na comparação com a semana anterior e na média de quatro semanas. A China liderou as compras com 882.500 toneladas.

Para 2022/23, outras 6.000 toneladas foram vendidas. Os analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 1,7 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 13,00 centavos de dólar por bushel ou 1,02% a US$ 12,53 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,63 1/2 por bushel, com perda de 13,75 centavos ou 1,07%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 2,30 ou 0,65% a US$ 348,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 59,01 centavos de dólar, com baixa de 1,69 centavo ou 2,78%.

Câmbio

O dólar comercial fechou em R$ 5,5950, com alta de 0,53%. A moeda norte-americana foi fortemente influenciada pelo surgimento da nova variante da Covid, na África do Sul, o que afetaria a recuperação econômica global.

Agenda de segunda

– Alemanha: a leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de novembro será publicada às 10h pelo Destatis.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) referentes a novembro.

– O BC divulga às 8h30min o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13hs.

– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 18hs.

Fonte: Agência Safras – Canal Rural

Por (LCN) Segui no Twitter: @luiscelsoborges 

Luiscelsoborges@hotmail.com

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