Em nove meses, balança comercial do setor elétrico e eletrônico já acumula déficit de US$ 25 bilhões, revela Abinee

Equipe Comex do Brasil

Brasília – A balança comercial de produtos do setor elétrico e eletrônico acumula em nove meses de 2021 um saldo negativo de US$ 25,1 bilhões, 29,1% acima do registrado em igual período de 2020 (US$ 19,4 bilhões). Esse resultado decorreu do aumento de 27,2% nas exportações e da elevação de 28,8% nas importações.

No acumulado de janeiro a setembro de 2021, as importações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 29,28 bilhões, 28,8% acima das apontadas em igual período de 2020 (US$ 22,73 bilhões). Nos primeiros nove meses de 2021, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 4,19 bilhões, 27,2% acima do registrado no mesmo período de 2020 (US$ 3,30 bilhões).  Com isso, a balança comercial do setor acumula este ano um déficit da US$ 25,1 bilhões.

A maior parte do déficit ocorreu em função dos negócios com os países da Ásia (US$ 21 bilhões), sendo que somente com a China, o saldo negativo atingiu US$ 14 bilhões e com os demais países asiáticos, US$ 7 bilhões.

Os países da Aladi foram os únicos a apresentar superávit na balança comercial de produtos do setor (US$ 634 milhões). Porém, apesar de positivo, este resultado não foi suficiente para compensar os expressivos déficits registrados com as demais regiões. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Nos primeiros nove meses de 2021, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 4,19 bilhões, 27,2% acima do registrado no mesmo período de 2020 (US$ 3,30 bilhões). Apesar da melhora, o resultado acumulado nos primeiros nove meses deste ano está 2% abaixo do verificado no acumulado de janeiro-setembro de 2019 (US$ 4,29 bilhões), período anterior à pandemia.

Retomando a comparação com o resultado acumulado de janeiro a setembro de 2020, verificaram-se taxas positivas em todas as áreas do setor, sendo que a maior delas ocorreu em Utilidades Domésticas (+57,1%).

Também foram relevantes os crescimentos nas vendas externas de componentes para material elétrico de instalação (+64%), componentes para equipamentos industriais (+29%), motocompressor hermético (+29%), componentes passivos (+19%) e componentes para automação industrial (+14%). Vale citar que todos estes itens estão entre os produtos mais exportados do setor, sendo que os componentes para equipamentos industriais ocuparam a primeira posição (US$ 546 milhões).

As exportações de Equipamentos Industriais cresceram 26,8%. Nesse caso, o resultado foi influenciado pelo aumento de 276% nas vendas externas de outros aparelhos para filtrar ou depurar gases.

O aumento de 24,5% nas exportações de bens de Informática ocorreu principalmente em função do crescimento de 321% nas vendas externas de distribuidores automáticos de papel-moeda, que passaram de US$ 5,0 milhões para US$ 21,2 milhões. Destaca-se que a expansão de 57% em máquinas para processamento de dados, que somaram US$ 34,0 milhões, também contribuiu para o crescimento desta área.

Em Automação Industrial o crescimento de 20,2% nas exportações contou com o acréscimo de 35% em instrumentos de medida (US$ 158 milhões), sétimo produto mais exportado do setor.

De acordo com a Abinee, os países da Aladi foram os principais destinos das exportações, totalizando US$ 1,93 bilhão, 40,8% acima do resultado verificado de janeiro a setembro do ano anterior. Esses países representaram 46% do total, sendo que 17% referem-se às vendas para a Argentina e 29% para os demais países desse bloco.

Destacou-se o aumento de 58,0% nas exportações para a Argentina, que ampliou a sua participação em quatro pontos percentuais (de 13% para 17%). No caso dos demais países da Aladi, o acréscimo das vendas externas foi de 32,5% no período citado.

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 1,1 bilhão, com ampliação de 13,7%, porém a participação do mercado norte-americano no total das exportações de produtos do setor diminuiu de 28% no acumulado de janeiro a setembro de 2020 para 25% no mesmo período de 2021.

As vendas externas para os países da União Europeia cresceram 23,1%, mantendo a participação em 10%.

Enquanto as exportações para a China expandiram-se 68,3%, ampliando a participação do mercado chinês de 3% para 4%. Por outro lado, as vendas para os demais países da Ásia caíram 1,4%, diminuindo a participação de 6% para 5% no total das exportações.

As vendas de produtos eletroeletrônicos para os demais países do mundo somaram US$ 426,3 milhões, com elevação de 19,6% no período citado.

Importações

No acumulado de janeiro a setembro de 2021, as importações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 29,28 bilhões, 28,8% acima das apontadas em igual período de 2020 (US$ 22,73 bilhões).

Destaca-se que as importações acumuladas nos primeiros nove meses deste ano também foram superiores ao resultado apontado no período anterior à pandemia, com incremento de 22% em relação ao igual período de 2019 (US$ 23,96 bilhões).

Ao retomar comparação de janeiro-setembro de 2021 com o igual período do ano anterior, a maior taxa de crescimento ocorreu em Utilidades Domésticas (+65,4%) com elevações significativas em diversos produtos.

As principais origens das importações continuam sendo os países asiáticos (exceto Oriente Médio), que somaram US$ 21,3 bilhões, representando 73% do total.

As importações de bens destes países cresceram 33,2% em relação ao resultado obtido nos primeiros nove meses de 2020, com incremento de 39,7% nas compras da China e de 21,7% nas compras dos demais países desse bloco.

Destaca-se que o mercado chinês foi o único a ampliar a sua participação no total das importações de produtos do setor, que passou de 45% para 49% no período citado.

Ainda no que se referem as importações da Ásia, ao analisar apenas os Componentes Eletroeletrônicos, nota-se que 78,6% das importações destes itens vieram desta região, sendo que 44,8% da China e 33,8% dos demais países da Ásia.

Especificamente no caso de semicondutores, esse percentual é ainda mais expressivo. Do total importado de semicondutores no acumulado dos primeiros nove meses deste ano, 95% vieram da Ásia, sendo 27,6% da China e 67,4% dos demais países dessa região, com destaque principalmente para: Taiwan, Vietnã e Coreia do Sul.

Retomando a avaliação das importações totais do setor eletroeletrônico, nota-se que as compras de produtos eletroeletrônicos provenientes da União Europeia cresceram 19,6% no acumulado dos primeiros nove meses deste ano em reação ao igual período de 2020. Mesmo com esse incremento, na participação das importações desses países recuou de 14% para 13% no período citado.

Esse comportamento também ocorreu com os Estados Unidos. Apesar do aumento de 10,8% no total importado, a participação das importações do mercado norte-americano recuou de 9% para 7% no período.

As compras de produtos do setor dos países da Aladi cresceram 25,1%, com queda de 9,5% nas importações da Argentina e aumento de 29,0% nos demais países desse bloco. Nesse caso, a participação destes países no total das importações não sofreu alteração na passagem de 2020 para 2021, permanecendo em 4%.

As importações dos demais países do mundo aumentaram 24,3%, representando 3% do total.

Fonte: (*) Com informações da Abinee

Por (LCN) @luiscelsonews

luiscelsoborges@hotmail.com

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