DIA DO MAQUINISTA E DIA DO ELETRICISTA COMEMORADOS A BORDO.

Coluna ¨Convés Principal¨-CLC - Ricardo Monteiro

Oficiais de Máquinas e Guarnição no evento do Dia do Maquinista realizado a bordo

No dia 17 de Outubro são comemorados duas importantes datas no meio naval: Dia do Maquinista
e Dia do Eletricista.
A bordo do navio sob o Comando do colunista não poderíamos deixar de ser indiferentes ao passar
a data em branco. A cerimônia realizada teve participação da tripulação em quase sua totalidade,
contando com as presenças da Seção de Máquinas, que em seu uniforme de trabalho, os
tradicionais macacões laranja, abrilhantaram o evento.
Em atenciosa mensagem dirigida a esses exemplares profissionais, o colunista enalteceu a
importância que têm na condução e reparos de equipamentos de máquinas da embarcação. O
texto contagiou os maquinistas, onde o Chefe de Máquinas Ubirajara fez questão de guardá-lo e
posteriormente colocar nos seus arquivos de recordações.
Todos os membros da Seção de Máquinas também foram presenteados com Certificados em
homenagem a essa data.
O evento foi encerrado com jantar e congraçamentos de todos os presentes.

Tripulação no evento do Dia do Maquinista a bordo de navio Suezmax.

LEITURA NA ÍNTEGRA DO TEXTO DO COLUNISTA SOBRE
O DIA DO MAQUINISTA.

Bordo do NT “André Rebouças”, 17 de Outubro de 2021.
DIA DO MAQUINISTA E DIA DO ELETRICISTA.
Costumo sempre comparar o navio com o corpo humano. O Passadiço é como se fosse o cérebro
e coordena os movimentos, as chegadas e saídas nos portos, realizando em alguns casos as
operações de carga e descarga. A Praça de Máquinas é como se fosse o coração, os maquinistas
fossem as artérias e a guarnição o sangue que irriga o sistema.
Assim como o cérebro não funciona sem o coração no corpo humano e vice versa, também o
Passadiço não funciona sem a Praça de Máquinas do navio e vice versa. Daí, vemos a importância
da Seção de Máquinas para o funcionamento da embarcação como um todo.
Quando algum equipamento do navio tem problema, a quem recorremos? Quando a parte
elétrica do navio tem falhas ou lâmpadas queimadas, a quem chamamos? Quando temos alguma
anormalidade no Camarote que somente um especialista pode resolver, a quem solicitamos? Ao
fazer um pedido de material para determinado equipamento, quem consultamos? São eles, os
maquinistas e eletricistas de bordo.
Houve um momento na minha carreira em que via as pessoas darem pouca importância aos
maquinistas. Porém com o tempo, nas minhas tripulações, fui mudando suas formas de pensar e
a dar mais valor a esta seção de tão especial para o navio.
No primeiro semestre de 1995, durante um mês fiz estágio na Praça de Máquinas do navio da
Flumar, o NT “Jacarandá”. Lá não tinha CCM (Centro de Controle de Máquinas) e ficávamos no
calor e barulho durante o quarto de serviço. Apesar de não ter escolhido o curso de Máquinas da
Escola de Formação de Oficiais de Marinha Mercante do CIABA, ficou na memória o notável
trabalho desses profissionais.
Já como Comandante, muitas vezes acompanhei suas fainas pesadas na Praça de Máquinas e em
outros locais do navio, já que também são responsáveis pelo funcionamento dos equipamentos
de convés e dos sistemas de carga e descarga. Outras vezes, vi a seção inteira virando a noite
para tentar resolver problemas difíceis com o intuito de não parar o navio.
Não é a toa que são muito solicitados em virtudes dos seus conhecimentos técnicos adquiridos
durante o período escolar e as experiências ao longo das carreiras.
Se o Chefe de Máquinas, função máxima exercida na Seção, disser para mim, Comandante, que o
navio não poderá sair, com certeza ficará no mesmo lugar até que diga o contrário. Por si só, já
podemos perceber que o Chefe de Máquinas tem voz no navio, fazendo parte da Administração
de Bordo.
Na minha atual função, sempre procurei valorizar esses profissionais, que trabalham na parte
mais barulhenta e calorenta do navio, saindo do seu quarto com os macacões suados e
impregnados de óleos e graxas, tudo para manter o bom funcionamento das instalações de
máquinas.
A esses profissionais, maquinistas e eletricistas, devemos saudar e parabenizar pelo seu dia,
comemorado nesta data, 17 de Outubro, pela importante participação na condução do navio,
garantindo o transporte marítimo da Marinha Mercante Brasileira, trazendo divisas para o nosso
Brasil e para o mundo.
Parabéns Maquinista.
Parabéns Eletricista.
Ricardo Monteiro da Fonseca
Capitão de Longo Curso
Comandante

NAVEGANDO

O CIABA, que completou 129 anos de existência, somente ontem (19) pôde realizar a Cerimônia dessa importante
data. Aos poucos a “Universidade do Mar” vai se recuperando da restrição da pandemia. O Capitão de Mar e
Guerra Josué como sempre de parabéns.

Entre os agraciados com o título de “Amigo do CIABA” estavam o Vice-Almirante Valter Citavícus Filho, que vem
realizando excelente trabalho a frente do Comando do 4º Distrito Naval, e o colunista Luiz Omar Pinheiro do
jornal “O Liberal” e do “Portal da Navegação”. Parabéns a ambos, bem como a todos os agraciados.

O modal marítimo sem dúvida nenhuma é mais barato em relação ao modal aéreo. Contudo, a falta de
contêineres marítimos tem elevado o transporte de carga aérea, na qual bateu o recorde de 2019 ainda restando
dois meses e meio para findar o ano, sendo recorde histórico da ANAC no ano de 2020.

O nosso grande amigo da época de mocidade, Capitão de Fragata Carlos Evandro da Cunha Bezerra, atualmente
lotado na Seção de Armamento no complexo da “Base Naval de Val de Cães” (BNVC) enviou atenciosa mensagem,
acompanhando nossa navegação. Juntos, estudamos no Colégio Ideal com os professores feras em matemática
como o Leite, Iketani, Libonati e Fernando. Saudades dessa época.

Alguns ex Praticantes que estiveram sob o Comando ou Imediatice do colunista já chegaram na função de
Comandante ou Chefe de Máquinas. Se disserem que estamos ficando velhos, prefiro dizer que estamos
amadurecendo os jovens do futuro.

O Capitão de Mar e Guerra (IM-RM1) Marcus Vinícius de Morais Gorjão, que comandou o “Centro de Intendência
da Marinha em Belém” (CeIMBe), sempre nos envia mensagens parabenizando a coluna. Tive a chance de
participar da despedida do amigo, que deixou a área do Comando do 4º Distrito Naval em 17 de Janeiro de 2020.
Gente fina nunca é esquecida.

O cineasta Daniel Mata Roque é Diretor da “Pátria Filmes” desde a sua criação em 2013. Em seu currículos
constam filmes da época das grandes guerras, entre eles “Aquelas mulheres de farda”, lançado em 2018, além de
diversos artigos publicados. Não é a toa que possui várias condecorações nacionais e internacionais.

A classificadora “ABS” (America Bureau Shipping) que atende a várias embarcações de bandeira brasileira tem
feito trabalho sério tudo para salvaguardar o navio, sua carga, tripulação e meio ambiente. Disso temos
conhecimento do assunto, tanto é que vários amigos trabalham nessa instituição como o colega de turma
Adriano Quintanilha, além dos classificadores Bruno, Heitor e Pacheco, todos lotados no sudeste, mas que
também atendem outras áreas.

Uma grande e importante modernidade chegou no Poder Naval Brasileiro. O futuro Veículo de Superfície Não
Tripulado da Marinha realizou recentemente sua primeira navegação. O teste ocorreu nas proximidades da Baía
de Guanabara e contou com as participações de várias Organizações Militares, além da Escola Naval.

Recentemente dois grandes Comandantes se despediram de suas atividades no mar. São eles o CLC Piedade e o
CLC Ricardo Alfredo. O colunista teve o privilégio de ser rendido por ambos em navios da classe suezmax de uma
grande empresa estatal. Dedicaram sua vida ao mar e hoje desfrutam de suas aposentadorias perante familiares.
Bem que mereciam reconhecimentos da empresa pelos serviços prestados e dedicações.

A Sra. Sandra Marinho, que presta relevantes serviços até aos dias de hoje na nossa “Universidade do Mar”, que é
o CIABA, sempre procura ajudar os Alunos e Ex-Alunos da EFOMM. Com sua maneira atenciosa de lidar, é
lembrada pelos Oficiais que se formaram ao longo das últimas décadas. Entre 1994 e 1997, a Turma “Ayrton
Senna da Silva” teve o privilégio de interação, quando a mesma era Secretária do CoMCA (Comandante do Corpo
de Alunos). Pra ela: “um beijo e uma rosa” (palavras de nosso Alyrio Sabbá).

O Capitão de Longo Curso João Américo da Costa Gas Neto é um grande exemplo de profissional a ser seguido.
Não é a toa que foi Comandante-Aluno de sua turma, que teve o pioneirismo de receber as primeiras mulheres no
curso fundamental de Náutica e de Máquinas da “Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante” do
CIABA. Ele, sempre sendo uma grande pessoa, tem no seu carisma o modelo de gerenciamento para manter a
tripulação segura em suas funções. Parabéns, CLC Américo!

Conforme noticiamos, o colunista estará recebendo importante homenagem na sua volta ao Brasil. Trata-se de
reconhecimento da “Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz – Batalhão Suez” (ABFIP – BTL SUEZ).
Voltaremos como mais detalhes posteriormente.

Fonte: (RM). ricardo.monteirobr@hotmail.com

Por (LCN) @luiscelsonews

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