DNIT realiza dragagem da Travessia de Humaitá para garantir navegabilidade na região

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)

Manutenção no trecho do Rio Madeira mantém a profundidade necessária para operação no período de seca da hidrovia

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciou, na última terça-feira (31), o serviço de dragagem da Travessia de Humaitá, trecho localizado na margem direita do Rio Madeira (HN-117), no Estado do Amazonas. A iniciativa atende à necessidade identificada pela equipe técnica de manter a profundidade ideal para as operações de deslocamento de balsas, garantindo a navegabilidade na hidrovia e o transporte na BR-230/AM.

A manutenção e o monitoramento da hidrovia do Rio Madeira já são realizados periodicamente pelas equipes do DNIT. Foi após um levantamento batimétrico feito no segmento de travessia da balsa, em Humaitá, que a Autarquia observou a necessidade de dragagem e iniciou imediatamente as ações para execução das melhorias na região – como a obtenção de autorização ambiental e, em seguida, o início dos serviços no local.

A Travessia de Humaitá fica na margem direita do Rio Madeira, numa localização com constante deposição de sedimentos, onde são formados bancos de areia que dificultam o acesso à rampa da balsa. Consequentemente, o atracadouro da margem precisa de serviço de dragagem periódica para manter a navegabilidade, preservando assim a travessia operacional durante o período hidrológico de seca.

A garantia da operação na Travessia de Humaitá é muito importante, tendo em vista que o Rio Madeira é rota fundamental para o escoamento de produtos e para o abastecimento de insumos para as regiões Norte e Centro-Oeste do país. São transportados produtos como gêneros alimentícios – inclusive perecíveis – que abastecem cidades e comunidades ao longo de toda a rodovia BR-230.

Rio Madeira – O rio um dos principais eixos logísticos do norte do país e integra o Arco Norte, região que compreende os estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Tocantins, e permite o escoamento de safras pelo rio Amazonas e seus afluentes da margem direita, que correm na direção sul-norte, dos cerrados do centro do país para a floresta Amazônica. Pelo rio é feito o escoamento de produção agrícola, principalmente soja e milho de Mato Grosso e Rondônia, e também de insumos como combustíveis e fertilizantes, com destino a Porto Velho e Manaus, além de alimentos e produtos produzidos na Zona Franca de Manaus.

O tráfego de embarcações na hidrovia do Rio Madeira cresceu exponencialmente a partir da década de 90. Em função da implantação da nova fronteira agrícola de soja e milho na região Centro-Oeste do Brasil, a produção dessas matérias-primas passou de praticamente zero a um volume tal que exige para seu transporte, atualmente, um fluxo de comboios de balsas e empurradores de grande porte, além dos barcos mistos de passageiros e pequenas cargas e de diversas outras configurações ou tipos, que trafegam pelo rio Madeira durante todo o ano.

Os produtos agrícolas são transportados pelo Rio Madeira até os portos de grande calado no rio Amazonas, onde as mercadorias são transferidas de barcaças para embarcações de calado profundo, e assim seguem para o mercado internacional. Assim, a dragagem no rio facilita a integração do corredor multimodal, além constituir fator de grande importância para o escoamento contínuo de cargas pelos portos do norte do Brasil.

Fonte: Coordenação-Geral de Comunicação Social – DNIT

Via (LCN) @luiscelsoborges – luiscelsoborges@hotmail.com

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