IHGP homenageia Almirante Eugênio Marques

Coluna - Navegação em Foco - Jornal O Liberal

O evento “Live em Memória Aos 100 Anos do Almirante Eugênio Marques
Rodrigues Frazão” fez parte
da programação do Instituto Histórico e Geográfico do
Pará (IHGP) e dedicou-se à
memória do militar Eugênio
Marques Rodrigues Frazão,
Primeiro Ocupante da Cadeira nº 40 do Silogeu e que estaria completando cem anos
na última sexta-feira, 23.
A live teve a mediação do
Ms. Ronaldo Braga Charlet,
Militar e Diretor do Museu
da Polícia Militar do Pará
(PM-PA) e contou com as exposições do Dr. Clay Anderson Nunes Chagas, atual Vice-reitor da UEPA, Dr. Pablo Nunes Pereira, professor do
IFPA; e de Eugênio Frazão,
filho do homenageado.
O IHGP pretende, com
essas sessões, divulgar e
prestar homenagem aos
intelectuais que hoje pertencem a sua galeria de homens e mulheres que foram
notáveis nos campos do conhecimento da História, da
Geografia, da Antropologia,
do Folclore e das demais
áreas afins, cuja data de nascimento celebra 100 ou 150
anos, neste ano de 2021. Os
homenageados nesta programação são fundadores
do IHGP, patronos, fundadores de cadeiras e demais
sócios deste Instituto.

CRUZAMENTO DE NAVIOS NO RIO AMAZONAS

Supernavio à vista: registro do cruzamento do Hansa Asia (acima) com o HB Tucunaré no rio Amazonas.

Na enseada do Rio Jari, localizado a 94 milhas
náuticas de Fazendinha,
no estado do Amapá, dois
supernavios se cruzaram.
Baixando o rio, o navio
porta-container “Hansa
Asia”, de bandeira da Ilha
de Marshall, da empresa
One, que opera na linha
Caribe/Amazonia. Ele tem
239 metros de comprimento, 38.388 de toneladas
brutas de deslocamento e
transporta 3.649 contêineres a uma velocidade de 25
milhas por hora. Subindo
o Rio, o navio de bandeira
nacional HB Tambaqui, da
Hidrovias do Brasil, opera
na linha Porto de Trombetas-Vila do Conde. O
navio tem 245 metros de
comprimento, 48.495 de
toneladas brutas de deslocamento e viajava a uma
velocidade de 10 milhas
por hora. Quando carregado, transporta até 73 mil
de toneladas de bauxita. O
HB Tambaqui entrou em
operação em 2013. Junto
com o irmão HB Tucunaré,
chegaram a realizar cinco
viagens por mês transportando bauxita.

MARES & RIOS

O prático Oliva, da ZP1, estava a bordo do porta-container “Mercosul Itajaí”,
baixando o Amazonas. Oliva faz parte da
nova geração de práticos da Bacia Amazônica. A embarcação zarpou de Manaus/
AM e está a caminho do Porto de Suape,
em Pernambuco.
O Diretor-Presidente do Grupo Serveporto, Ronaldo Lopes, está muito satisfeito
com a atuação da filial no Amapá. A unidade liderada por Rubem Rocha vem se
destacando nas últimas operações portuárias no Porto de Santana/AP. Os projetos
traçados para 2021 estão sendo muito bem
executados.
O “Danica Sunrise”, o navio de baixa
velocidade que subiu o Rio Amazonas,
transportava cabos de fibra óptica. Em Manaus, a carga foi entregue ao Exército, que
irá coordenar o projeto Amazônia Conectada, do Ministério da Defesa. Serão 620
km de rede conectando os municípios de
Barcelos a Santa Isabel do Rio Negro e São
Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.
No rio Jari, um dos principais afluentes
da margem esquerda do rio Amazonas, encontram-se os dois terminais do Porto Munguba, um da Jacel (Jari Celulose) e um da
Cadam (Caulim da Amazônia). No passado,
estes portos registraram grande movimento
de carga. Hoje, a região vive a expectativa de
ter novas operações portuárias.
O Capitão dos Portos do Amapá, Capitão de Fragata Kaysel Ribeiro, acompanhou
de perto as manobras dos navios para carregar minério no Porto de Santana/AP. Por
se tratar de um carregamento simultâneo,
a operação passou por análise prévia da
Capitania.
A Companhia Docas do Pará (CDP) estuda a possibilidade de operar com mais
um navio no Porto de Santarém, no Oeste
do Pará. A operação seria através da colocação de duas boias para amarrar a proa do
navio. A popa seria contaria com o último
dolfim – Dolfins são estruturas de concreto
fincadas no fundo do rio que que servem,
entre outras coisas, para atracar navios (de
atracação) e para amarrar navios (de amarração). Assim, seria possível ter até três navios em operação no Porto.
Este colunista recebeu os melhores
elogios sobre o serviço prestado pela Ferreira Navegação, que opera na linha Belém/
Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó. O apresentador André Laurent esteve no
Cat “Salmista” e ficou impressionado com
a estrutura da embarcação, que tem capacidade para transportar 239 passageiros.
Parabéns ao comandante Josimar, filho do
experiente Josafá Ferreira, e equipe!

luizopinheiro@globo.com

(LCN) Twitter: @luiscelsoborges

luiscelsoborges@hotmail.com

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