Comandante da Capitania dos Portos recebe Presidente da Nortepilot em Macapá/AP

Coluna Navegação em Foco, Jornal O Liberal

Em visita à Capitania dos Portos do Amapá, Prático Lins Barbosa conversa
sobre assuntos relevantes à Praticagem com Comandante Kaysel.

Na última sexta-feira, 25, o Prático
Lins Barbosa, Presidente da Empresa
de Praticagem do Norte (Nortepilot), visitou a Capitania dos Portos do Amapá.
Lins foi recebido pelo Comandante, o
Capitão de Fragata Kaysel Costa Ribeiro. Ambos são contemporâneos da Escola Naval e estudaram juntos na turma GM-98 “Almirante Ary Parreiras”.
Durante a visita, foram tratados vários assuntos relevantes à Praticagem
do Amazonas ZP-1, entre eles, tipo de
manobras no Porto da CDSA, em Santana/AP, além da segurança dos navios fundeados em Macapá e o estudo
de um novo terminal de grãos na ilha
de Santana.
O Capitão Kaysel conhece muito
bem os problemas da região. Na última comissão foi ajudante da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental
(CPAOR), antes de assumir o comando
da Capitania do Amapá.

COM FORTE PRESENÇA NA AMAZÔNIA,
GRUPO OCRIM COMEMORA 70 ANOS

De frente para a baía do Guajará, o moinho da
Ocrim ajuda a dar forma à paisagem do Porto de
Belém desde os anos 1950

Após investir na construção de
dois moinhos em São Paulo, o Grupo
Ocrim expandiu as operações para
o Norte do Brasil e, em 1957, Belém
recebeu o primeiro moinho da região, dando acesso a novos mercados. Atualmente, o conjunto de silos
do moinho de trigo do Terminal de
Granel Sólido OCRIM tem capacidade
estática para 20 mil toneladas.
No início dos anos 1960, antes
mesmo da Zona Franca começar o
grande movimento econômico, Manaus/AM recebeu o quarto moinho, o
segundo na região Amazônica, sendo até hoje o único do estado.
Hoje, o grupo tem, além de duas
fábricas de rações em Belém e Manaus, uma fábrica de massas e biscoitos em Ananindeua e uma filial
de distribuição em Santarém.
O Grupo Ocrim faz investimentos
constantes em tecnologia, treinamentos e programas de qualidade,
figurando entre as principais empresas de moagem de trigo no Brasil.
A família Di San Marzano fundou o Grupo Ocrim em 1951, em Nova
Odessa, no interior de São Paulo.
Atualmente é gerido pela terceira geração da família. 

UM NAVIO ESQUECIDO
NO RIO ARAPARI


Apesar da importância para a história da navegação amazônica,
navios viram sucata no rio Arapari. Foto: Evandro Santos

Quem passa pela área de embarque e desembarque de passageiros no rio Arapari, em Barcarena, vê barcos virarem sucata. O B/N “Meruú” é um exemplo. A embarcação, como vários outros
símbolos da história recente da navegação da Amazônia, poderia, como sugere o professor Luiz Guimarães, fazer parte de um
museu, como forma de preservar a memória e resguardar objetos de riquíssimo valor cultural.
Tantos navios que navegaram pela região foram considerados
modernos e inovadores, como o “Lady Zita”. Estas embarcações,
construídas com madeiras nobres para o uso naval, como piquiá
e tatajuba, tiveram a expertise de verdadeiros mestres da engenharia naval, que acumularam conhecimento tradicional por
anos. Infelizmente, estão se perdendo, abandonados nas margens dos rios.

MARES & RIOS

Durante o programa “Conheça seu Exército”, a
visita que chamou mais a atenção dos participantes
foi a oficina de sobrevivência na selva, realizada no
2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS), Organização Militar que tem no comando o Coronel Landim.
A Base Naval de Val-de-Cans, sob o comando
do paraense CMG Costeira, está com o dique seco
praticamente todo ocupado com a grande demanda
de obras.
A Amazônia vive um momento de grande desenvolvimento. Existem dois projetos para a construção de terminais de carga no Amazonas e no
Amapá. Pesquisas sobre manobrabilidade e acesso
náutico já foram realizadas.
O Conselho Nacional de Praticagem (CONAPRA) disponibilizou aos Práticos de todo o Brasil um
aplicativo extremamente útil: o “Rumo Certo” mostra ao profissional qualquer irregularidade sobre os
navios, previamente registrada no banco do app.
Há um grupo interessante no Facebook, formado por Mercantes da Ativa e Aposentados. O “Resgatando a Marinha Mercante: um grupo em defesa da
Marinha Mercante” traz boas lembranças do passado. É aberto e qualquer pessoa pode participar.
Em outubro, o rio Amazonas vai receber o
BRally Amazon. São 500 milhas náuticas e 20 dias
de aventura pelo maior rio do mundo. O evento oferece viagem em flotilha e tempo livre para explorar
a região. Os barcos devem ter o comprimento mínimo de 9,14m e motores com capacidade de deslocamento mínimo de 6 nós. Mais informamações
brallyamazon.com

luizopinheiro@globo.com

(LCN) luiscelsoborges@hotmail.com

Twitter: @luiscelsoborges

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